 Vai um cafezinho?
Paciência e empenho foram os itens principais para os irmãos Branco Peres reerguerem uma empresa de café e a colocarem no mercado internacional Por Sílvia Dalpicolo
Tão difícil quanto começar um negócio do zero é reerguer uma empresa que passa por um momento de crise. Reestruturar as finanças, mudar a maneira de administrá-las e voltar a associar o nome da companhia a prestígio no mercado são tarefas que demandam paciência, espera de resultados chegar e muito trabalho duro. Mas essa situação não intimidou os irmãos Rafael e Rodrigo Branco Peres quando assumiram a marca café do centro.
A empresa tradicional de são Paulo passava por um período turbulento de perda de clientes quando em 1995 foi adquirida pelo grupo Branco Peres. “A empresa ainda estava funcionando, mas era preciso deixar o negócio fluir para acompanhar seu ritmo, conhecer melhor os clientes e produtos e depois adequá-lo ao nosso modelo de negócio”, detalha Rafael Branco Peres.
Rodrigo Branco Peres conta que o processo de transição dos antigos proprietários para o grupo foi complicado, apesar de ser uma companhia cuja área de atuação é de um produto que possui bom valor agregado, como o caso do café gourmet (uma denominação comercial para indicar que o produto é de qualidade superior ao tradicional). “Para que a empresa crescesse novamente foi preciso reformular o modelo de gestão e de negócios, para ganhar mercado e recuperar os clientes”, relata.
Começo de tudo
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| O Café do Centro, dos irmãos Rodrigo e Rafael, também está estabelecido também no exterior, com três lojas no Japão |
Passado o processo de aquisição, os irmãos, ambos formados em administração, se viram em um novo desafio: colocar a companhia nos eixos e preparar a arrancada dos negócios. Para isso, eles contaram com o apoio da família, que acompanhava de perto o andamento do processo. “dividíamos as tarefas e fazíamos um pouco de tudo até dar conta de todo o trabalho juntos. foi um processo árduo, mas de extrema importância para consolidar o negócio”, afirma Rodrigo.
Ainda hoje, eles contam com o apoio de funcionários que prestam serviço na empresa desde seu início. Ação de extrema importância, na opinião deles, já que eles tinham muito conhecimento do operacional e puderam ajudá-los. “Houve muito empenho para deixar a empresa o mais sólida possível. no começo, nós realizávamos as entregas dos produtos, pela preocupação com todos os detalhes, desde a produção até a chegada ao cliente”, relembra Rafael.
Outro obstáculo que os empresários precisaram driblar nos primeiros anos à frente da empresa foi o desconhecimento dos clientes pelo conceito de café gourmet, que possui qualidade superior ao tradicional. na opinião dos sócios, hoje, este conceito mudou graças a mudança de percepção do consumidor em relação ao café, que “antes não era associado há momentos de prazer e de relaxamento. ele era apenas parte da refeição e muitas vezes servido de graça. Hoje, pagar por um expresso de qualidade é mais comum que há dez anos”, opinam.
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