VITRINE Evento
 Oportunidades e tendências
Um dos maiores congressos de gestão de pessoas do mundo debateu o futuro do setor por Maurício Barroso
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Da esquerda para a direita: Fábio Barbosa, presidente do Banco Santander ; Luiz Augusto Costa Leite (ao centro), coordenador do Comitê de Criação do CONARH; e John Wells, presidente do IMD
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Aconteceu, entre os dias 18 e 21 de agosto, o 35º Congresso Nacional sobre Gestão de Pessoas - CONARH -, promovido pela ABRH-Nacional. Este ano, o evento aconteceu na capital paulista e teve como tema central: "Da realidade que temos para o futuro que queremos: Oportunidades e Tendências". "Em momentos de crise, o pensamento se volta para soluções imediatas, muitas vezes pontuais, que se revelam improdutivas em curto prazo.
O que queremos mostrar, é que o universo da gestão de pessoas nas empresas deve ser visto como a única atividade capaz de transformar as empresas rumo a um novo patamar de eficácia, justamente por meio da transformação de velhos modelos, que já não atendem mais os anseios de sustentabilidade dos negócios", explica o consultor e Coordenador do Comitê de Criação do CONARH, Luiz Augusto Costa Leite. Segundo Costa Leite, esta crise, como todas as outras, vai passar e deixará lições que precisam ser aprendidas.
"Talvez a lição mais importante que devamos aprender é que a lógica dos negócios não pode ser contrária ao desenvolvimento social, algo que esta crise nos mostra com profunda clareza", critica. Números De acordo com a organização, a primeira estimativa era de 12 mil visitantes, 2337 congressistas, 137 palestrantes e 46 expositores, que acompanharam palestras de figuras importantes no cenário nacional e internacional.
Um dos presentes foi o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que comentou o fato do País estar num momento de mudanças econômicas e sociais importantes, mas para ele falta ao Brasil um componente mais "software", que ele classificou de "valores". Segundo FHC, há um descasamento entre a sociedade e a política, que leva as pessoas a não se envolverem. Isso leva, inclusive, a não debater questões importantes como investimento em armamentos e o que fazer com o petróleo do pré-sal.
Para Costa Leite, um dos graves problemas brasileiros, que foi discutido no evento, é o precário índice de escolaridade dos trabalhadores que, segundo estimativas oficiais, têm baixos níveis de qualificação. "Apenas 16% da população economicamente ativa o Brasil tem alguma qualificação, contra índices de 30% em países como Argentina, Chile e México, por exemplo. Isso é um fator que reduz a competitividade do próprio País e algo que interessa diretamente às áreas de Recursos Humanos das empresas que atuam no Brasil", adverte
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