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Negócios

Eles chegaram lá


Veja como alguns executivos alcançaram o cargo mais desejado por todos os reles mortais


por Sheyla Pereira

Fernando Heiderich, presidente da Intervet/Schering- Plough Animal Health - Ter equilíbrio nas decisões e saber ouvir e aprender com as pessoas e experiências são características que um presidente de empresa deve ter

Antônio Ermírio de Moraes, Roberto Justus, Roger Agnelli, Roberto Setubal, Jorge Gerdau Johannpeter e Samuel Klein. O que eles têm em comum? A resposta é simples: estão ou estiveram à frente de verdadeiros impérios empresariais que movimentam a economia do País e a carreira de centenas e, às vezes, milhares de pessoas. No posto máximo em que uma pessoa pode chegar dentro de uma organização, passaram por delicadas situações em que tiveram de dar respostas imediatas das quais dependia todo um patrimônio, algumas vezes construído por eles mesmos, outras, não.

A vida desses alto executivos, ao contrário do que muita gente pensa, não é somente um mar de rosas, com salários astronômicos e autonomia para mandar e desmandar. Junto a tais regalias, vêm decisões que, se acertadas, podem levar a companhia que está sob seu comando a uma posição de destaque, inclusive no cenário internacional. Há 12 anos, quando atravessou a porta da frente de uma das maiores empresas de medicamentos para saúde do animal no Brasil, a Intervet/Schering-Plough Animal Health, o executivo Fernando Heiderich não imaginava os desafios que teria que superar, apesar de ter se preparado um bocado para enfrentálos caso surgissem. Apesar de ter alcançado a presidência da empresa em 2002, seu maior desafio foi em 2007, quando comandou a fusão da Schering-Plough com a Intervet.

"Fazer a fusão de valores e de culturas é complicado. Fundir ativos é relativamente fácil. Fundir processos também pode ser rápido. O desafio é a parte emocional. Tirar as pessoas da zona de conforto e criar uma só cultura", destaca. A escalada de Heiderich rumo ao topo começou na indústria química e farmacêutica Merck, sua primeira e melhor escola, como costuma dizer, e onde ficou por oito anos. Lá ele passou pelas áreas de vendas, técnica e de marketing. Posteriormente, foi convidado pela Cyanamid - hoje Fort Dodge - para atuar como gerente de marketing antes de se tornar diretor de negócios para o Brasil, Paraguai e Bolívia, por seis anos.

Na ocasião, passou por algumas fusões e mudanças de culturas, fatos que prepararam o executivo para chegar aonde chegou. Ao analisar a história do presidente da Intervet/Schering-Plough Animal Health verificamos que ele teve a oportunidade e a eficiência necessárias, aliadas, é claro, a uma pitada de sorte por estar no local certo na hora certa, para chegar à cadeira mais alta de uma empresa. Sua formação, obviamente, também foi preponderante. Graduado em medicina veterinária, em 1981, pela Universidade Estadual de Londrina, fez pós-graduação em Propaganda e Marketing três anos mais tarde na Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) e um MBA em negócio, em 1994, na PennState, no Estado americano da Pensilvânia, além de outros cursos internos nas empresas pelas quais passou. Entretanto, apesar da formação trazer fundamentalmente a parte do conhecimento e habilidade, ele acredita que o fundamental é que isso seja complementado pela questão atitude.

"Poder passar pelas diversas áreas com equilíbrio, saber ouvir e aprender com as pessoas e experiências, construir na diversidade e ter paixão pelo que faz são os fatores que fazem a diferença em uma carreira com a minha", garante. Heiderich complementa este quadro com o item visão estratégica. "O que fez a diferença foi sempre tentar manter a visão da floresta e não só buscar a eficiência operacional. É preciso inovar, criar e antecipar soluções. Com o investimento em inteligência competitiva fica bem mais fácil", se auto-analisa

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